sábado, 1 de julho de 2017

Representação dos Landmarks para a maçonaria

Por Arthur Feitosa Vieira Monteiro, 01/07/2017


LANDMARKS

O dicionário Woxikon traduz a palavra Landmark como um ponto de referência, um marco, uma baliza ou um limitador. Temos também os significados de marca de terra, limites, lindes, divisas, fronteiras.

Nos tempos remotos da maçonaria operativa, essas marcas territoriais eram transmitidas oralmente, já que era costume antigo essa prática. Com o decorrer do tempo os princípios a que os ingleses denominaram de Landmarks, que foram ampliados e escritos.

O significado maçônico de Landmark é baseado no Antigo Testamento de acordo com (WIRTH apud SANTOS, 1975): "Segundo algumas autoridades, a denominação "Landmark" foi tirada do Antigo Testamento, Provérbios, Deuteronômio e Jó pelo Dr. James Anderson, Ministro presbiteriano" autor da Constituição de 1723.

Na maçonaria universal, encontramos muitas compilações de Landmarks e diversos autores, dos quais (MELO, 2017) destaca: Robert Morris, J.G. Findel, H. Roscoe Pound, H. B. Grant, John H. Simons, A. S. McBride, Coronel Alexander S. Bacon, Jorge Flemming Moore, Axel. J. A. Poinaut,  H.B. Hextall e Joaquim Gervásio de Figueiredo (anexo III). Dentre estes destacaremos os 25 Landmarks de Albert Gallantin Mackey (anexo II) que é adotado pelo Grande Oriente do Brasil.

Muito interessante a ideia de McBride (anexo I) em 1914 na criação das sessões para comportar os Landmarks. Os agrupamentos dos Landmarks facilitam melhor entendimento, além de melhor administrar as regras da regularidade maçônica.

Desde a publicação do primeiro Landmark, observa-se que as regras são ajustadas ou implementadas no decorrer do tempo, demonstra que a maçonaria foi se adaptando de acordo com as necessidades que surgiam.

O Grande Oriente do Brasil preconiza no Parágrafo Único do artigo 4° da sua Constituição que “Serão respeitados os LANDMARKS, os postulados universais e os princípios da Instituição Maçônica”. Qual o Landmark adotado pelo Grande Oriente do Brasil existe uma publicação do próprio GOB (anexo IV), que exibe um quadro comparativo entre os diversos Landmarks preconizados pelos autores Mackey, Pike, Pound, Findel e Berthelon, os Princípios de regularidade da Grande Loja Unida da Inglaterra e os dispositivos da Constituição do GOB de 2007. Destarte gera-se a seguinte reflexão: por que da utilização de mais de um Landmark para a mesma instituição?

Alguns Landmarks sugerem regras para distinguir as características de uma entidade maçônica ser considerada regular. Quaisquer entidades que não estiverem de acordo com os Landmarks, na maioria das vezes, podem ser consideradas irregulares e por consequência não maçônica.

CONCLUSÃO
A maioria dos Landmarks não constam de forma tácita como no último Landmark de Mackey a sua imutabilidade. Atualmente existem várias Lojas e obediências maçônicas que ferem alguns itens dos Landmarks tradicionais, tais como o ingresso de mulheres na maçonaria. Neste caso não podemos desconsiderar a regularidade de uma obediência ou de uma Loja por uma questão que foi definida de forma política na concepção da primeira Grande Loja em 1717. Todos os maçons ao serem iniciados viram a mesma Luz, tornaram-se maçons e um dos princípios da ordem é banir todo tipo de preconceito, haja vista, o 2° Landmark de Findel – “Não existem na Ordem diferenças de nascimento, raça, cor, nacionalidade, credo religioso ou político”, neste caso em especial apenas faltou o sexo feminino.
A imutabilidade de um Landmark vai contra um dos princípios gerais da e dos postulados universais da instituição maçônica e em especial do Grande Oriente do Brasil, que em seu artigo primeiro, diz que: A Maçonaria é uma instituição essencialmente iniciática, filosófica, filantrópica, progressista e evolucionista, cujos fins supremos são: Liberdade, Igualdade e Fraternidade.
Este conflito sobre a imutabilidade dos Landmarks e princípios progressista e evolucionista, são impactados, pois, apesar de vários Landmarks permanecerem atuais para a garantia da instituição, que foram escritos numa época bem distante e diferente da atual, pois a modernidade nos trouxe evolução nas diversas áreas da sociedade, e por um simples Landmark, no caso o 18° de Mackey, a maçonaria pode vetar a entrada de um “mutilado” ou “aleijado”, sendo a maçonaria progressista, como os maçons podem proclamar a prevalência do espírito sobre a matéria? Uma vez que se torna evidente que a maçonaria não está mais preocupada com as questões físicas, e neste caso não admissão de seres humanos brilhantes tais como: o brilhante cientista Stephen Hawking, cientista Galileu Galilei, presidente Angela Merckel, cientista Marie Curie, cientista Lise Meitner, psiquiatra Nise da Silveira.
Os maçons se comprometem a cumprir as leis, mas não são impedidos de questionar, buscar a verdade. Porém em certos aspectos algumas instituições são obrigadas a adotar dogmas, ou seja, certo e indiscutível, em suas próprias leis, haja vista alguns Landmarks que por si só são imutáveis.
REFERÊNCIAS
— CONSTITUIÇÃO DO GRANDE ORIENTE DO BRASIL (2007) - Promulgada em 17 de março de 2007 pela Assembleia Federal Constituinte.
— MELO, Eugênio Lisboa Vilar de – Direito e Legislação Maçônica – UnyLeya, 2017.
— LANDMARKS x CONSTITUIÇÃO (2013) – Grande Oriente do Brasil – Brasília – DF – 2013.
— REGULAMENTO GERAL DA FEDERAÇÃO (2008) – Grande Oriente do Brasil – Lei 099 de 09 de dezembro de 2008 - Brasília – DF.
— SANTOS, Sebastião D. dos – Do aprendiz ao mestre maçom – Rio de Janeiro – RJ – Editora Aurora – 1975.


ANEXOS
I - Os Landmarks, segundo interpretação de A. S. McBride (1914)
Em sua obra “Maçonaria Especulativa”. Sua Missão, sua Evolução e seus Landmarks (Glasgow – 1914), McBride afirmou que os Landmarks se agrupam naturalmente em quatro divisões principais, e cada uma delas se subdivide em três seções, a saber:
1ª Divisão - Usos que distinguem o Mundo Maçônico do Mundo Profano;
a)    Uma maneira secrete de seus membros se reconhecerem.
b)    O caráter reservado das reuniões das Lojas.
c)    A qualificação dos candidatos.
2ª Divisão - Usos que caracterizam os Graus da Maçonaria:
a)    Uma maneira secreta dos membros de um mesmo Grau se reconhecerem e se distinguirem dos Graus Superiores.
b)    O caráter reservado das reuniões de um Grau em relação a um Grau inferior.
c)    As condições exigidas para a elevação de um Grau a outro.
3ª Divisão - Usos que caracterizam as diversas cerimônias:
a.    Os pontos principais da abertura e do encerramento dos trabalhos.
b.    Os pontos principais da iniciação, filiação e elevação.
c.    Os pontos principais da sagração, instalação, “primera piedra” e pompas fúnebres.
4ª Divisão - Usos que estabelecem os direitos e deveres dos Oficiais e de seus Membros:
a)    Direitos e Deveres do Grão-Mestre, dos Grandes Oficiais e da Grande Loja.
b)    Direitos e Deveres do Venerável e dos Oficiais de uma Loja.
c)    Direitos e deveres dos Membros sem cargo.

II - Os Landmarks, segundo interpretação de Albert Gallatin Mackey (1807-1881)
Adotados pelo Grande Oriente do Brasil - GOB
1.    Os processos de reconhecimento são os mais legítimos e inquestionáveis de todos os Landmarks. Não admitem mudança de qualquer espécie; desde que isso se deu, funestas consequências posteriores vieram demonstrar o erro cometido.
2.    A divisão da Maçonaria Simbólica em três graus - Aprendiz, Companheiro e Mestre - é um Landmark que, mais que qualquer outro, tem sido preservado de alterações apesar dos esforços feitos pelo daninho espírito inovador.
3.    A lenda do terceiro grau é um Landmark importante, cuja integridade tem sido respeitada. Nenhum rito existe na Maçonaria, em qualquer país ou em qualquer idioma, em que não sejam expostos os elementos essenciais dessa lenda. As fórmulas escritas podem variar, e na verdade variam; a lenda do Construtor do Templo de Salomão, porém, permanece em essência. Qualquer rito que a excluir ou a altere substancialmente, deixará de ser um Rito Maçônico.
4.    O Governo da Fraternidade por um Oficial que é seu presidente, denominado Grão-Mestre, eleito pelo povo maçônico, é o quarto Landmark da Ordem Maçônica. Muitos pensam que a eleição do Grão-Mestre se pratica por ser estabelecida em lei ou regulamento, mas nos anais da Instituição, encontram-se Grão-Mestres muito antes de existirem Grandes Lojas, e se todos os Regulamentos e Constituições fosse abolidos, sempre seria mister a existência de um Grão-Mestre.
5.    A prerrogativa do Grão-Mestre de presidir todas as reuniões maçônicas, feitas onde e quando se fizerem, é o quinto Landmark. É em virtude dessa lei, de antiga usança e tradição, que o Grão-Mestre ocupa o Trono e preside todas as sessões da Grande Loja, assim como quando se ache presente à sessão de qualquer Loja subordinada à autoridade maçônica de sua obediência.
6.    A prerrogativa do Grão-Mestre de conceder licença para conferir graus em tempos anormais, é outro importantíssimo Landmark. Os estatutos e leis maçônicas exigem prazos, que devem transcorrer entre a proposta e a recepção do candidato, porém o Grão-Mestre tem o direito de dispensar esta ou qualquer exigência, e permitir a Iniciação, a Elevação ou Exaltação imediata.
7.    A prerrogativa que tem o Grão-Mestre de dar autorização para fundar e manter Lojas, é outro importante Landmark. Em virtude dele, o Grão-Mestre pode conceder a um número suficiente de Mestres-Maçons o privilégio de se reunir e conferir graus. As Lojas assim constituídas chamam-se “Lojas Licenciadas”. Criadas pelo Grão-Mestre só existem enquanto ele não resolva o contrário, podendo ser dissolvidas por ato seu. Podem viver um dia, um mês ou seis. Qualquer que seja, porém, o prazo de sua existência, exclusivamente ao Grão-Mestre a deve.
8.    A prerrogativa do Grão-Mestre de iniciar Maçons por sua deliberação é outro Landmark importante. O Grão-Mestre convoca em seu auxílio seis outros Mestres-Maçons, pelo menos, forma uma Loja e sem uma forma prévia confere os  graus aos candidatos, findo o que, dissolve a Loja e despede os Irmãos. As Lojas assim convocadas por este meio são chamadas “Lojas de Emergência” ou “Lojas Ocasionais”.
9.    A necessidade de se congregarem os Maçons em Lojas é outro Landmark. Os Landmarks da Ordem prescrevem sempre que os Maçons deveriam congregar-se com o fim de entregar-se a tarefas operativas e que às suas reuniões fosse dado o nome de “Lojas”. Antigamente, eram estas reuniões extemporâneas, convocadas para assuntos especiais e logo dissolvidas, separando-se os Irmãos para de novo se reunirem em outros pontos e em outras épocas, conforme as necessidades e as circunstâncias exigissem. Cartas Constitutivas, Regulamentos Internos, Lojas e Oficinas permanentes e contribuições anuais são inovações puramente moderna de um período relativamente recente.
10. O Governo da Fraternidade, quando congregada em Loja, por um Venerável e dois Vigilantes é um outro Landmark. Qualquer reunião de Maçons congregados sob qualquer outra direção, como, por exemplo, um presidente e dois vice-presidentes, não seria reconhecida como Loja. A presença de um Venerável e dois Vigilantes é tão essencial para a validade e legalidade de uma Loja que, no dia de sua consagração, é considerada como uma Carta Constitutiva.
11. A necessidade de estar uma Loja a coberto, quando reunida, é outro importante Landmark que não deve ser descurado. O cargo de Guarda do Templo, que vela para que o local da reunião seja absolutamente vedado à intromissão de profanos, independe, pois, de qualquer Regulamento ou Constituição.
12. O direito representativo de cada Irmão nas reuniões da Fraternidade é outro Landmark. Nas reuniões gerais, outrora chamadas “Assembleias Gerais”, todos os Irmãos, mesmo os Aprendizes, tinham o direito de tomar parte. Nas Grandes Lojas, hoje, só tem direito de assistência os Veneráveis e Vigilantes, na qualidade, porém, de representantes de todos os Irmãos das Lojas. Antigamente, cada Irmão se autorrepresentava. Hoje são representados pelas Luzes de sua Loja. Nem por motivo dessa concessão, feita em 1817, deixa de existir o direito de representação firmado por este Landmark.
13. O direito de recurso de cada Maçon. das decisões de sua Loja para a Grande Loja, ou Assembleia Geral dos Irmãos, é um Landmark essencial para a preservação da Justiça e para prevenir a opressão.
14. O direito de todo Maçom visitar e tomar assento em qualquer Loja é um inquestionável Landmark da Ordem. É o consagrado «Direito de Visitação», reconhecido e votado universalmente a todos os Irmãos que viajam pelo orbe terrestre. É a consequência do modo de encarar as Lojas como meras divisões da família maçônica.
15. Nenhum Irmão desconhecido dos Irmãos da Loja pode a ela ter acesso como visitante sem que primeiro seja examinado, conforme os antigos costumes, e como tal reconhecido. Este exame somente pode ser dispensado se o Irmão visitante for conhecido por algum Irmão da Loja, o qual por ele será responsável.
16. Nenhuma Loja pode intrometer-se em assunto que diga respeito a outra, nem conferir graus a Irmãos de outros Quadros.
17. Todo Maçom está sujeito às leis e aos regulamentos da jurisdição maçônica em que residir, mesmo não sendo, aí, obreiro de qualquer Loja. A inafiliação constitui, por si própria, uma falta maçônica.
18. Por este Landmark, os candidatos à Iniciação devem ser isentos de defeitos ou mutilações, livres de nascimento e maiores. Uma mulher, um aleijado ou um escravo não podem ingressar na Fraternidade.
19. A crença no GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO é um dos mais importantes Landmarks da Ordem. A negação dessa crença é impedimento absoluto e irremovível para a Iniciação.
20. Subsidiariamente à crença em um ENTE SUPREMO , é exigida, para a Iniciação, a crença numa vida futura.
21. Em Loja, é indispensável a presença, no Altar, de um LIVRO DA LEI, no qual se supõe, conforme a crença, estar contida a vontade do Grande Arquiteto do Universo. Não cuidando a Maçonaria de intervir nas peculiaridades da fé religiosa dos seus membros, o «Livro da Lei» pode variar conforme o credo. Exige, por isso, este Landmark que um «Livro da Lei» seja par indispensável das alfaias de uma Loja Maçônica.
22. Todos os Maçons são absolutamente iguais dentro da Loja, sem distinção de prerrogativas profanas, de privilégios que a sociedade confere. A Maçonaria a todos nivela nas reuniões maçônicas.
23. Este Landmark prescreve a conservação secreta dos conhecimentos havidos pela Iniciação, tanto os métodos de trabalho como suas lendas e tradições, que só devem ser comunicados a outros Irmãos.
24. A fundação de uma ciência especulativa, segundo métodos operativos e uso do simbolismo e a explicação dos ditos métodos e dos termos neles empregados com o propósito de ensinamento moral, constitui outro Landmark. A preservação da Lenda do Templo de Salomão é outro fundamento deste Landmark.
25. O último Landmark é o que afirma a inalterabilidade dos anteriores, nada lhes podendo ser acrescido ou retirado, nenhuma modificação podendo ser-lhes introduzida. Assim como de nossos antecessores os recebemos, assim os devemos transmitir aos nossos sucessores - ”nolumus leges mutari”, “permitam cumprir as leis”.


III - Os Landmarks, segundo interpretação de Joaquim Gervásio de Figueiredo
Em sua obra “Dicionário de Maçonaria”, Joaquim Gervásio de Figueiredo apresenta catorze Landmarks:
1.    O primeiro e fundamental Landmark é a crença em Deus como sendo o Grande Arquiteto do Universo, o Ser que “poderosa e suavemente ordena todas as coisas”, e que de seu elevado plano, governa o Seu universo e lhe infunde a Sua Vida.
2.    A crença de que Deus Se expressa em Seu universo como Sabedoria, Força e Beleza.
3.    A crença maçônica na imortalidade, e a compreensão de que os Maçons devem alçar-se a uma nova vida e a outra esfera de ser a atividade.
4.    A lenda expressa no Terceiro Grau constitui um Landmark. Podem varias os detalhes segundo a época, o país e a raça, porém permanecem inalterados os fatos básicos. Não existe atividade maçônica sem este Terceiro Grau, ante o qual, os dois Graus anteriores são apenas preparatórios e os chamados Graus Superiores são meramente decorativos, expressões da simbologia maçônica especulativa.
5.    Os três Graus da Loja Azul também constituem um importantíssimo Landmark, pois indicam as três etapas do desenvolvimento da consciência do homem, bem como as triplicidades de que são testemunha a Maçonaria e as grandes religiões do mundo.
6.    Todos os vários modos de reconhecimento entre Maçons são um Landmark. Assim os s...los, os s...dos, os ins...os, t...s e p...as são imutáveis, por servirem de meio de reconhecimento entre os Irmãos e por seu significado esotérico ou misterioso.
7.    Igualmente um Landmark são as Três G...s L...s que devem estar sobre o Altar, e que são o V da C.S., o ES... e o C...so. O V. da C. S., o Livro da Lei, é representado pela Escritura\Sagrada adotada pela Loja local.
8.    É um Landmark o fato de que todos os seres humanos são fundamentalmente iguais, e portanto, suas diferenças externas são meramente circunstanciais.
9.    Que sete Maçons constituem uma Loja é igualmente um Landmark.
10. Importante Landmark é a cuidadosa preservação dos segredos da Maçonaria. É um Landmark básico pois a inculcação do sigilo é uma característica de todas as escolas de iniciação, e por isso os antigos mistérios sempre foram desvendados sob a proteção do silêncio e segredo. Essa é também a tradição maçônica.
11. Um Landmark é a condição de que toda Loja deve ter um Cobridor e estar “coberta”. O Cobridor guarda a porta externa do Templo.
12. Outro Landmark é o Governo da Fraternidade Maçônica por um Grão-Mestre, e o da Loja por um Venerável Mestre.
13. Landmark de máxima importância é a necessidade de os Maçons trabalharem em equipes chamadas Lojas.
14. O Landmark final é que nenhum destes Landmarks pode ser modificado. Permanecerão inalteravelmente os mesmos, e pelos sinais e Landmarks imutáveis se saberá se os Maçons estão efetivamente a prumo no santo pavimento universal da Maçonaria.


IV - LANDMARKS x CONSTITUIÇÃO DO GOB





O uso das redes sociais para consolidar valores junto à comunidade maçônica

Por Arthur Monteiro, 30/06/2017


INTRODUÇÃO
A maçonaria desde a criação da Grande Loja em 1717, e pelo seu espírito progressista e evolucionista, vem ao longo do tempo se adaptando a modernidade. Com o surgimento da Tecnologia da Informação e Comunicação, que correspondem a todas as tecnologias que envolvem, interferem e mediam os processos informacionais e comunicativos dos seres, a maçonaria passou a utilizar as ferramentas tecnológicas tais como computadores, sistemas, e várias ferramentas que apoiam as atividades tanto na área de processamento quanto as de comunicações.

A utilização da tecnologia no dia a dia foi utilizada de forma quase paralela pelas instituições maçônicas quanto dos seus obreiros. Porém uma das maiores preocupações no início, e diga-se até os dias atuais, foi com a segurança dos dados e das informações. Este receio com a segurança afeta, substancialmente, a maioria dos maçons mais idosos, que não se sentem muito confortável, com o avanço quase como um rolo compressor das tecnologias, aliás, podemos estimar a cada semestre temos mudanças e impactos significativos tanto nos equipamentos quanto nas plataformas e aplicativos.

A proposta sugerida deste trabalho é a utilização das Redes Sociais para consolidar valores junto à comunidade maçônica. Para apoiar este trabalho e atender a proposta para divulgar e organizar princípios e valores, estabelecer contatos com lojas maçônicas e seus membros, e com a possibilidade de oferecer elementos para o conhecimento à comunidade virtual maçônica e do público em geral.
Dentre as ferramentas mais utilizadas para gestão de comunicação e redes sociais que são Instagram, Facebook, WhatsApp, E-mail, YouTube, foram escolhidas duas plataformas básicas para atender um grupo maçônico de uma loja e com rápida interação com demais membros de outras lojas escolhidas para um determinado projeto.


COMUNICAÇÂO ENTRE MAÇONS
Atualmente os maçons necessitam, cada vez mais, de um maior engajamento da maioria do grupo para uma convergência na utilização da tecnologia que facilite o alinhamento dos maçons para alcançar os seus objetivos, conforme (SANTOS JUNIOR & ROCHA, 2017):

No caso específico da sociedade maçônica, o padecimento poderá ser mais doloroso, não só pelo fato da “construção de muralhas” à inovação em si, mas pelo fato de que se encontra estruturada e conduzida por uma geração que, de per si, é aversa às mudanças (e não participa, não gosta e não concorda) do mundo tecnológico, e o fato se justifica. Vejamos, então, essas justificativas que residem, não na Maçonaria, mas nos Maçons. E tudo pode ser uma questão de DNA Digital, de difícil ou fácil solução, a depender da forma como se encarar a situação problema.

Segundo (HILL apud DARC, 2016) “Master Mind significa um espírito que se desenvolve por meio da cooperação harmoniosa entre duas ou mais pessoas que se aliam com o objetivo de realizar uma determinada missão”. É comum que os grupos percam o ritmo e foco nos objetivos com bastante facilidade. Sendo assim, esse espírito mantenedor do ritmo e foco deverá ser assumido pelo líder, neste caso do presidente da Loja maçônica.

A comunicação entre os participantes é uma prática das mais importantes, pois representa cerca de mais de 50 % das atividades do grupo e a liderança torna-se o elo entre as pessoas, as ideias e as informações. Segundo o Guia PMBOK que reúne as melhores práticas de gerenciamento de projetos, o gerenciamento das comunicações do projeto inclui os processos necessários para assegurar que as informações do projeto sejam geradas, coletadas, distribuídas, armazenadas, recuperadas e organizadas de maneira oportuna e apropriadas.

Para facilitar este trabalho de liderança e comunicação, o líder poderá utilizar diversas ferramentas. Destacaremos dentre as apresentadas as ferramentas de gerenciamento de e-mail e facebook para gerenciamento de rede social.

E-MAIL
O e-mail, eletronic mail, substitui o correio com as correspondências tradicionais pelas correspondências eletrônicas, conforme (SANTOS JUNIOR & ROCHA, 2017):

O e-mail ou correio eletrônico usa um protocolo muito similar ao correio tradicional, no qual o repasse de mensagens é realizado imitando a entrega de cartas. Uma “carta” digital, contendo informações de remetente, destinatário, assunto e conteúdo, é encaminhada a entidades de transmissão, denominadas servidores de envio de mensagens, para que esta seja repassada ao seu servidor de mensagens, como se fosse um posto de coleta do correio. O usuário, assim que achar conveniente, verifica junto ao seu posto de coleta – ou melhor, seu servidor de mensagens – se há novas mensagens. Se houver, ele as recebe em sua caixa de correio, podendo ler, armazenar, apagar, responder e encaminhar a outros destinatários. Do mesmo modo que o correio tradicional, o correio eletrônico é uma forma assíncrona de conversação, pois o destinatário não lerá a mensagem necessariamente no mesmo momento que o remetente a envia, embora isso possa ocorrer muito em breve.

Sendo o e-mail uma ferramenta bastante segura, aceita comercialmente e juridicamente como comunicação oficial entre as empresas e pessoas, além disso, possibilita a criação de grupos de usuário, onde são permitidas as trocas de informações de forma privada, com abrangência e acessos as informações oficiais e controle do recebimento das mensagens.

As ferramentas de gerenciamento de mensagens de e-mail possibilitam os agrupamentos das mensagens que estiverem sob um mesmo título, que pode ser utilizado como um tópico de discussões sobre um mesmo tema por todos os integrantes do grupo.

Destacam-se as principais vantagens na utilização do e-mail: é uma ferramenta rápida e barata, contato ideal a distância sem necessidade de utilização de telefone, pode-se compor, guardar e revisar a mensagem antes do envio, possibilidade de enviar a mesma mensagem a várias pessoas ou a um grupo, possibilidade de envio de textos, imagens, áudio, vídeos e documentos. Principais desvantagens: Acúmulo de mensagens que impossibilita a rápida leitura da mensagem, um receptor poderá encaminhar a mensagem para outras pessoas que estiverem fora do projeto ou grupo decorrendo a perda do sigilo.

FACEBOOK
O Facebook é uma plataforma para gestão de redes sociais. Criada em 2004 para atender as necessidades dos estudantes da Universidade de Havard, foi expandida para outras faculdades e com facilidade de utilização foram rompidas as fronteiras dos campus universitários atingindo os gostos da comunidade em geral.

A escolha desta ferramenta partiu do princípio que de acordo com (SANTOS JUNIOR, 2017), atualmente existem mais de 1,87 bilhões de usuários e pesquisa citada, realizada pela Marketing de Conteúdo o Facebook é utilizado por 97,6% dos usuários entrevistados.

Por também ser uma plataforma de fácil acesso e utilização, os maçons de uma loja ou mais, que trabalhem num mesmo projeto, possam compartilhar/divulgar de forma pública ou privada, aos “amigos” as mensagens de divulgação de assunto de interesses comuns. Com isso permite-se maior publicidade para motivar debates ou agregação de demais maçons e público em geral.

As principais ferramentas dentro da plataforma para iteração com o público são realizadas com apenas uma simples ação para o compartilhamento das mensagens ou manifestações de reações dos tipos curtir, e outros emojis, conceito japonês utiliza-se de vários desenhos com expressões emocionais para substituição de palavras ou frases.

Além dessas redes, a plataforma permite a criação de página institucional que pode substituir sites convencionais e também permite a possibilidade de aquisição de pacotes para publicidade por segmento alinhados ao planejamento de marketing.

CONCLUSÃO
A maçonaria brasileira encontra-se inserida, de forma pálida, nos ambientes tecnológicos suportados pela internet. Constata-se presença mais volumosa dos obreiros nas diversas plataformas e redes sociais.
Uma das maiores dificuldades é a identificação e catalogação na utilização da internet pelos maçons, ou seja, cada maçom tem a liberdade de criar blogs, videolog no youtube, grupos de e-mails, grupos nas redes sociais, dentre outras, o que dificulta a classificação para apresentar como referência aos demais maçons.
Outro aspecto importante é a falta de controle das publicações realizadas pelos maçons. Observa-se que a pesar da liberdade do maçom, a maioria das publicações não estão lastreadas com rigor acadêmico ou referências bibliográficas, sugerindo a não credibilidade nas postagens.
Esta organização poderá partir das lojas com um rigoroso planejamento para alcançar os objetivos e eleger as ferramentas e plataformas sociais para suportar e gerencias as suas comunicações. A partir da conscientização de cada maçom, o trabalho na utilização da internet e das várias ferramentas e plataformas de comunicações e iterações sociais, permitirá viabilizar uma ferramenta que possa referenciar todas as fontes de informações e publicações maçônicas para servir a a público em geral e maçônico com abrangência nacional e internacional.

REFERÊNCIAS 
— DARC, Iagonara – Como usar o Instagram para negócios: Confira 5 dicas – 2015 – Disponível em: < http://marketingcomdigital.com.br/como-usar-instagram-negocios/ > acessado em 19/06/2017.
— LOBO, Mateus – 3 razões que provam que você precisa estar em um grupo de negócios - 2016 – Disponível em: < http://marketingcomdigital.com.br/3-razoes-para-estar-em-um-grupo-de-negocios/> acessado em 19/06/2017.
— PROJECT MANAGEMENTE INSTITUTE, INC. (2013) - PMBOOK – Um guia de conhecimento em Gerenciamento de Projetos - 5ª Edição - Pennsylvania – USA.


— SANTOS JUNIOR, Fausto Andrade dos; ROCHA,  Luiz Gonzaga da - Tecnologia da Informação e Comunicação Aplicadas à Maçonaria – UnyLeya, 2017.

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Gnose, Neoplatonismo e Maçonaria

Por Arthur Feitosa Vieira Monteiro, 31/05/2017           
Deus Arquiteto do Universo, Bible moralisée, Bíblia francesa da metade do século XIII

INTRODUÇÃO

A maioria das iniciações induz ao iniciando a uma passagem de um mundo mais externo para um mundo mais interno. No caso da maçonaria, o maçom pode ser iniciado do contexto material, desprovido de consciência maçônica para o espiritual para a aquisição de uma consciência maçônica.

Após adentrar aos mistérios da maçonaria, o maçom é apresentado a alguns ensinamentos que ressaltam os males da humanidade que comumente se apresentam como: da hipocrisia, do vício, da perfídia, do erro, do fanatismo, da ambição, da corrupção, da vaidade. Assim, o maçom passa a construir a consciência maçônica, com algumas ferramentas na qual se facilita a conexão com o Ente Supremo com o objetivo de proporcionar a felicidade, que são pontos comuns ao Gnosticismo e Neoplatonismo.

Gnose
Encontramos a definição de Gnose em (BUENO,2007): Gnose é o conhecimento, ciência superior da religião; teologia; doutrina dos gnósticos. Conhecimento das ideias religiosas pela razão.

Os gregos dividiram o conhecimento, em dois ramos principais: Episteme e Gnosis. Episteme passou a ser o designativo do conhecimento de natureza material e gnosis o designativo do conhecimento de natureza espiritual. Gnose é a ciência da sabedoria suprema, com o qual os gnósticos acreditam alcançarão a salvação, é o conhecimento mais intuitivo, não é de forma alguma um conhecimento científico ou racional é a estrada que leva à mística espiritual iluminação, esoterismo.

Gnose pode referir-se a conhecimento ou percepção direta de aspectos ocultos ou esotéricos do cosmos (gnose cosmológica), ou a visão espiritual direta na transcendência (gnose metafísica). A cosmológica é dualista, sutil, de sujeito-objeto, e pertence ao domínio do conhecimento. A metafísica é não dualista e discernimento espiritual...
...O homem é visto como o microcosmo do macrocosmo – o universo divino. Vale dizer que a interpretação do que a Gnose é, atualmente, difere substantivamente daquilo que está apresentado na história do esoterismo ocidental. A gnose identifica-se com as “correspondências”, que são um mundo holístico e interconectado, já que “todos somos um”.  (GUIMARÃES, 2007, p.160-161)

O gnosticismo como doutrina da gnose, surge a partir do século I d.C. e destacam-se Gnosticismo Siríaco-egípcio, persa, medieval, cristão. Atualmente As escolas Gnósticas dividem-se em 3 grupos: o primeiro grupo da escola persa encontra-se o mandeísmo e Maniqueísmo; o segundo grupo da escola sírio-egípcia se apoiavam no monoteísmo; e o terceiro grupo formado por seitas tais como Simão Mago e Marcião de Sinope, Cerinto, Ofitas, Cainitas, Carpocracianos, Borboritas, Paulicianos, Bogomilos, Búlgara e Cátaros, que utilizam o gnosticismo como base miscigenada com influências da época ou região em que atuavam.

O Gnosticismo utiliza termos que são características particulares do Conhecimento Gnósticos, tais como: Arcontes, Æons, Demiurgo, Emanação, Gnose, Mônada, Pleroma, Sofia, dentre outras.

Para a Igreja Católica o Gnosticismo é uma reunião de Igrejas Heréticas, pois acredita-se que é um sistema filosófico influenciada pelas ideias e linguagem cristã. Porém grandes pensadores católicos e padres tais como São Irineu e Clemente de Alexandria falavam muito sobre gnose no sentido do conhecimento de Jesus Cristo por meio da fé. “a verdadeira gnose – escreve Santo Irineu – é a doutrina dos Apóstolos” (ARANDA apud Adversus Haereses,IV, 33).

O gnosticismo foi impulsionado em 1945 com a descoberta da Biblioteca de Nag Gamadi, Contemplam textos gnósticos da época do cristianismo primitivo, compreendem 13 volumes. Os textos foram declarados apócrifos pela atual Igreja Católica.

Destacam-se os gnósticos Raimundo Lulio, Nicolas Flamel, Basilio Valentin, Cornélio Agrippa, Paracelso, Conde de Saint Germain, Cagliostro, Fulcanelli, Helena Blavatsky, Annie Besant, Samael Aun Weor, William Blake, Arthur Schopenhauer, Albert Pike, dentre outros.


Neoplatonismo
O Neoplatonismo foi o período final do platonismo surgiu pelos pensamentos de Plotino, que acreditava que o Mal não existia e sim a ausência do Bem e a contemplação filosófica proporcionava a perfeição e felicidade.

Plotino, descendente de gregos, nascido em Lícope no Alto Egito no ano de 204 d.C. e faleceu em 270 d.C. Discípulo de Amônio Sacas em Alexandria. Na Pérsia estudou filosofia persa e indiana. Foi para Roma e fundou uma escola e permaneceu por 25 anos, teve como discípulos Amélio e Porfírio.

Resumidamente a doutrina fundamenta-se em três hipóstases: o uno, a inteligência e a alma. Conforme (REALI, 2003, p 369):

O princípio do qual derivam todas as coisas é o Uno. E o Uno produz todas as coisas pela sua superabundância. E a superabundância é a sua infinita potências. O Ser é o produto do Uno; e o Ser olhando a si próprio torna-se inteligência (Nous, Espírito). Do Nous procede, ulteriormente, a Alma que, por sua vez, produz a Natureza em suas várias formas.

Porfírio publicou os 54 tratados de Plotino, que foram agrupados na Enéadas com seis grupos de nove tratados. A primeira Enéada trata do homem e da moral; a segunda do mundo e das leis físicas; a terceira do destino e da providência; a quarta trata da alma. A quinta trata da inteligência e a sexta trata do ser e do uno.

O Neoplatonismo influenciou o Misticismo Cristão, Neoplatonismo Islâmico com o texto “Teologia de Aristosteles” e na atualideade o Ocultismo Ocidental com Blatavsky. Segundo (GUIMARÃES, 2007, p.184) a maior das sínteses foi obtida pelo filósofo neoplatônico Pico della Mirandola (31, em 1494) e envolvia Platonismo, Aristotelismo, Estoicismo, pensamento hebreu, misticismo judaico, filosofia árabe e um conjunto de outras ideias que formavam um “sistema de filosofias avulsas”.


Confluências entre o Conhecimento Gnóstico e o Neoplatonismo
O Conhecimento Gnóstico nos seus vários textos é utilizado termos e conceitos filosóficos gregos baseados no platonismo, tais como hipóstase que significa a  realidade, a existência; ousia que significa essência, substância, ser; e demiurgo que significa Deus criador. Ainda Incluem textos como a Hipóstase dos Arcontes que trata da "Realidade dos Governantes" ou Protenoia Trimórfica que trata do "O primeiro pensamento em três formas". Pode-se destacar as correspondências entre Gnose e Neoplatonismo na seguinte tabela:


Neoplatonismo
Gnose
Hipóstases
Æons
Uno
Mônada
Nous
Pleroma
Alma do Mundo
Sophia
Hyle
Sizígia
Tabela 1 – Correspondência entre Gnose e Neoplatonismo

Distinções entre o Conhecimento Gnóstico e o Neoplatonismo
A principal divergência entre o Conhecimento Gnóstico e o Neoplatonismo orbita entre o Tempo e o Mal.

O Tempo, no Neoplatonismo, Plotino defende que a eternidade é a vida do Uno e o tempo associa-se à Alma do mundo. No Gnosticismo não é concebido o tempo do mundo como fundamentado na eternidade inteligível.

O Mal é considerado no gnosticismo como produto do erro. O semideus Abraxas é comparado a um demônio que é responsável por gerar no mundo a verdade e falsidade, bem e mal, luz e sombra. Os Neoplatônicos não acreditavam no Mal e negavam que este pudesse ter uma real existência no mundo, tudo era bom e simplesmente o Mal não existia e sim a “ausência de Bem”.


CONCLUSÃO
O Neoplatonismo e o Gnosticismo são duas correntes de pensamentos filosóficos e esoterismo que caminharam na mesma época, bebendo, além das diversas fontes, na mesma fonte do conhecimento propagado por Platão.

O Neoplatonismo foi a última escola da filosofia pagã, síntese do Estoicismo, Pitagorismo e do Platonismo, sob forte influência do paganismo grego. Tratou de teosofia, filosofia, misticismo e teurgia e influenciou com o passar do tempo os movimentos místicos cristãos, islâmicos, sufismo e cabala judaica.

O Gnosticismo trata a dualidade da natureza humana, e ressalta que o conhecimento é colocado em primeiro lugar para a salvação, descarta a fé como um elemento de passividade. O conhecimento é a mais alta e imensurável riqueza que se pode possuir, porque permite descobrir o maravilhoso tesouro que o homem tem dentro de si mesmo.

Sendo a maçonaria é a maior fraternidade iniciática do mundo e congrega em sua filosofia antiquíssimos símbolos e rituais guardiões de antigos conhecimentos, práticas e costumes que foram preservados e organizados.

Podemos encontrar na maçonaria a aspectos da Gnose e o Neoplatonismo, assim como, outros ensinamentos de escolas filosóficas, esotéricas, místicas da antiguidade. Ao ser iniciado e por consequência dos seus esforços em interpretar, com seu estudo e prática será preparado para construção da consciência espiritual.


REFERÊNCIAS

— ALENCAR, Renato de  - Enciclopédia histórica do mundo maçônico – Tomo II – Rio de Janeiro – Editora Maçônica, 1980.
— ARANDA, Gonzalo – Quem são os gnósticos - Disponível em http://www.opusdei.org.br/pt-br/article/quem-sao-os-gnosticos/ acessado em 29/05/2017.
— BUENO – Silveira – Minidicionário da língua portuguesa – 2ª Edição – São Paulo – Editora FTD, 2007.
— GUIMARÃES – João Francisco - História Da Maçonaria Consolidação, Expansão e conflitos Institucionais – Brasília – DF -  UnyLeya, 2016.
— GUIMARÃES – João Francisco – Maçonaria: a filosofia do conhecimento – 2ª Ed. – São Paulo – Editora Madras, 2006.
— MOURAVIEFF, Boris – Gnose: estudos esotéricos – São Pauo: Editora Ícone: 1989.
— REALI, Giovani – História da filosofia: filosofia pagã antiga – Plotino e o Neoplatonismo, v.1 – São Paulo: Editora Paulus, 2003.
— STAVISH, Mark – As origens ocultas da maçonaria: Rituais, símbolos e história de uma sociedade secreta – São Paulo – Editora Pensamento, 2011.