quarta-feira, 31 de maio de 2017

Gnose, Neoplatonismo e Maçonaria

Por Arthur Feitosa Vieira Monteiro, 31/05/2017           
Deus Arquiteto do Universo, Bible moralisée, Bíblia francesa da metade do século XIII

INTRODUÇÃO

A maioria das iniciações induz ao iniciando a uma passagem de um mundo mais externo para um mundo mais interno. No caso da maçonaria, o maçom pode ser iniciado do contexto material, desprovido de consciência maçônica para o espiritual para a aquisição de uma consciência maçônica.

Após adentrar aos mistérios da maçonaria, o maçom é apresentado a alguns ensinamentos que ressaltam os males da humanidade que comumente se apresentam como: da hipocrisia, do vício, da perfídia, do erro, do fanatismo, da ambição, da corrupção, da vaidade. Assim, o maçom passa a construir a consciência maçônica, com algumas ferramentas na qual se facilita a conexão com o Ente Supremo com o objetivo de proporcionar a felicidade, que são pontos comuns ao Gnosticismo e Neoplatonismo.

Gnose
Encontramos a definição de Gnose em (BUENO,2007): Gnose é o conhecimento, ciência superior da religião; teologia; doutrina dos gnósticos. Conhecimento das ideias religiosas pela razão.

Os gregos dividiram o conhecimento, em dois ramos principais: Episteme e Gnosis. Episteme passou a ser o designativo do conhecimento de natureza material e gnosis o designativo do conhecimento de natureza espiritual. Gnose é a ciência da sabedoria suprema, com o qual os gnósticos acreditam alcançarão a salvação, é o conhecimento mais intuitivo, não é de forma alguma um conhecimento científico ou racional é a estrada que leva à mística espiritual iluminação, esoterismo.

Gnose pode referir-se a conhecimento ou percepção direta de aspectos ocultos ou esotéricos do cosmos (gnose cosmológica), ou a visão espiritual direta na transcendência (gnose metafísica). A cosmológica é dualista, sutil, de sujeito-objeto, e pertence ao domínio do conhecimento. A metafísica é não dualista e discernimento espiritual...
...O homem é visto como o microcosmo do macrocosmo – o universo divino. Vale dizer que a interpretação do que a Gnose é, atualmente, difere substantivamente daquilo que está apresentado na história do esoterismo ocidental. A gnose identifica-se com as “correspondências”, que são um mundo holístico e interconectado, já que “todos somos um”.  (GUIMARÃES, 2007, p.160-161)

O gnosticismo como doutrina da gnose, surge a partir do século I d.C. e destacam-se Gnosticismo Siríaco-egípcio, persa, medieval, cristão. Atualmente As escolas Gnósticas dividem-se em 3 grupos: o primeiro grupo da escola persa encontra-se o mandeísmo e Maniqueísmo; o segundo grupo da escola sírio-egípcia se apoiavam no monoteísmo; e o terceiro grupo formado por seitas tais como Simão Mago e Marcião de Sinope, Cerinto, Ofitas, Cainitas, Carpocracianos, Borboritas, Paulicianos, Bogomilos, Búlgara e Cátaros, que utilizam o gnosticismo como base miscigenada com influências da época ou região em que atuavam.

O Gnosticismo utiliza termos que são características particulares do Conhecimento Gnósticos, tais como: Arcontes, Æons, Demiurgo, Emanação, Gnose, Mônada, Pleroma, Sofia, dentre outras.

Para a Igreja Católica o Gnosticismo é uma reunião de Igrejas Heréticas, pois acredita-se que é um sistema filosófico influenciada pelas ideias e linguagem cristã. Porém grandes pensadores católicos e padres tais como São Irineu e Clemente de Alexandria falavam muito sobre gnose no sentido do conhecimento de Jesus Cristo por meio da fé. “a verdadeira gnose – escreve Santo Irineu – é a doutrina dos Apóstolos” (ARANDA apud Adversus Haereses,IV, 33).

O gnosticismo foi impulsionado em 1945 com a descoberta da Biblioteca de Nag Gamadi, Contemplam textos gnósticos da época do cristianismo primitivo, compreendem 13 volumes. Os textos foram declarados apócrifos pela atual Igreja Católica.

Destacam-se os gnósticos Raimundo Lulio, Nicolas Flamel, Basilio Valentin, Cornélio Agrippa, Paracelso, Conde de Saint Germain, Cagliostro, Fulcanelli, Helena Blavatsky, Annie Besant, Samael Aun Weor, William Blake, Arthur Schopenhauer, Albert Pike, dentre outros.


Neoplatonismo
O Neoplatonismo foi o período final do platonismo surgiu pelos pensamentos de Plotino, que acreditava que o Mal não existia e sim a ausência do Bem e a contemplação filosófica proporcionava a perfeição e felicidade.

Plotino, descendente de gregos, nascido em Lícope no Alto Egito no ano de 204 d.C. e faleceu em 270 d.C. Discípulo de Amônio Sacas em Alexandria. Na Pérsia estudou filosofia persa e indiana. Foi para Roma e fundou uma escola e permaneceu por 25 anos, teve como discípulos Amélio e Porfírio.

Resumidamente a doutrina fundamenta-se em três hipóstases: o uno, a inteligência e a alma. Conforme (REALI, 2003, p 369):

O princípio do qual derivam todas as coisas é o Uno. E o Uno produz todas as coisas pela sua superabundância. E a superabundância é a sua infinita potências. O Ser é o produto do Uno; e o Ser olhando a si próprio torna-se inteligência (Nous, Espírito). Do Nous procede, ulteriormente, a Alma que, por sua vez, produz a Natureza em suas várias formas.

Porfírio publicou os 54 tratados de Plotino, que foram agrupados na Enéadas com seis grupos de nove tratados. A primeira Enéada trata do homem e da moral; a segunda do mundo e das leis físicas; a terceira do destino e da providência; a quarta trata da alma. A quinta trata da inteligência e a sexta trata do ser e do uno.

O Neoplatonismo influenciou o Misticismo Cristão, Neoplatonismo Islâmico com o texto “Teologia de Aristosteles” e na atualideade o Ocultismo Ocidental com Blatavsky. Segundo (GUIMARÃES, 2007, p.184) a maior das sínteses foi obtida pelo filósofo neoplatônico Pico della Mirandola (31, em 1494) e envolvia Platonismo, Aristotelismo, Estoicismo, pensamento hebreu, misticismo judaico, filosofia árabe e um conjunto de outras ideias que formavam um “sistema de filosofias avulsas”.


Confluências entre o Conhecimento Gnóstico e o Neoplatonismo
O Conhecimento Gnóstico nos seus vários textos é utilizado termos e conceitos filosóficos gregos baseados no platonismo, tais como hipóstase que significa a  realidade, a existência; ousia que significa essência, substância, ser; e demiurgo que significa Deus criador. Ainda Incluem textos como a Hipóstase dos Arcontes que trata da "Realidade dos Governantes" ou Protenoia Trimórfica que trata do "O primeiro pensamento em três formas". Pode-se destacar as correspondências entre Gnose e Neoplatonismo na seguinte tabela:


Neoplatonismo
Gnose
Hipóstases
Æons
Uno
Mônada
Nous
Pleroma
Alma do Mundo
Sophia
Hyle
Sizígia
Tabela 1 – Correspondência entre Gnose e Neoplatonismo

Distinções entre o Conhecimento Gnóstico e o Neoplatonismo
A principal divergência entre o Conhecimento Gnóstico e o Neoplatonismo orbita entre o Tempo e o Mal.

O Tempo, no Neoplatonismo, Plotino defende que a eternidade é a vida do Uno e o tempo associa-se à Alma do mundo. No Gnosticismo não é concebido o tempo do mundo como fundamentado na eternidade inteligível.

O Mal é considerado no gnosticismo como produto do erro. O semideus Abraxas é comparado a um demônio que é responsável por gerar no mundo a verdade e falsidade, bem e mal, luz e sombra. Os Neoplatônicos não acreditavam no Mal e negavam que este pudesse ter uma real existência no mundo, tudo era bom e simplesmente o Mal não existia e sim a “ausência de Bem”.


CONCLUSÃO
O Neoplatonismo e o Gnosticismo são duas correntes de pensamentos filosóficos e esoterismo que caminharam na mesma época, bebendo, além das diversas fontes, na mesma fonte do conhecimento propagado por Platão.

O Neoplatonismo foi a última escola da filosofia pagã, síntese do Estoicismo, Pitagorismo e do Platonismo, sob forte influência do paganismo grego. Tratou de teosofia, filosofia, misticismo e teurgia e influenciou com o passar do tempo os movimentos místicos cristãos, islâmicos, sufismo e cabala judaica.

O Gnosticismo trata a dualidade da natureza humana, e ressalta que o conhecimento é colocado em primeiro lugar para a salvação, descarta a fé como um elemento de passividade. O conhecimento é a mais alta e imensurável riqueza que se pode possuir, porque permite descobrir o maravilhoso tesouro que o homem tem dentro de si mesmo.

Sendo a maçonaria é a maior fraternidade iniciática do mundo e congrega em sua filosofia antiquíssimos símbolos e rituais guardiões de antigos conhecimentos, práticas e costumes que foram preservados e organizados.

Podemos encontrar na maçonaria a aspectos da Gnose e o Neoplatonismo, assim como, outros ensinamentos de escolas filosóficas, esotéricas, místicas da antiguidade. Ao ser iniciado e por consequência dos seus esforços em interpretar, com seu estudo e prática será preparado para construção da consciência espiritual.


REFERÊNCIAS

— ALENCAR, Renato de  - Enciclopédia histórica do mundo maçônico – Tomo II – Rio de Janeiro – Editora Maçônica, 1980.
— ARANDA, Gonzalo – Quem são os gnósticos - Disponível em http://www.opusdei.org.br/pt-br/article/quem-sao-os-gnosticos/ acessado em 29/05/2017.
— BUENO – Silveira – Minidicionário da língua portuguesa – 2ª Edição – São Paulo – Editora FTD, 2007.
— GUIMARÃES – João Francisco - História Da Maçonaria Consolidação, Expansão e conflitos Institucionais – Brasília – DF -  UnyLeya, 2016.
— GUIMARÃES – João Francisco – Maçonaria: a filosofia do conhecimento – 2ª Ed. – São Paulo – Editora Madras, 2006.
— MOURAVIEFF, Boris – Gnose: estudos esotéricos – São Pauo: Editora Ícone: 1989.
— REALI, Giovani – História da filosofia: filosofia pagã antiga – Plotino e o Neoplatonismo, v.1 – São Paulo: Editora Paulus, 2003.
— STAVISH, Mark – As origens ocultas da maçonaria: Rituais, símbolos e história de uma sociedade secreta – São Paulo – Editora Pensamento, 2011.

sexta-feira, 31 de março de 2017

Primazia das Lojas Maçônicas e dos primeiros maçons no Brasil

Por Arthur Feitosa Vieira Monteiro, 31/03/2017
Marco Areópago de Itambé - Itambé-PE - foto: Ernani Neves
No Brasil, podemos encontrar e até listar as primeiras Lojas Maçônicas que deram origem ao Grande Oriente do Brasil em 17 de junho de 1822, porém não é comum tratarmos das inúmeras Lojas que antecederam este evento. Confunde-se as primeiras Lojas do Brasil com as Lojas Primazes do Grande Oriente do Brasil.

Em consequência deste aspecto, também há uma confusão sobre os primeiros maçons brasileiros com os que fundaram o Grande Oriente do Brasil.

A questão é se existiram Lojas Maçônicas antes do ano de 1822? Existiam maçons brasileiros antes deste período? Qual a origem maçônica dos maçons brasileiros?

MAÇONS BRASILEIROS ANTES DE 1822

No século XVIII as ideias iluministas estavam efervescentes na frança espalhava-se pela Europa. O movimento ilustrado foi propagado pelas manifestações culturais da elite intelectual europeia, que ressaltava a razão para a reorganização social.

Neste período, brasileiros migravam temporariamente para Europa com objetivo da formação acadêmica. Em contato com os ideais iluministas, que os conduziram a refletir sobre os aspectos políticos brasileiro. Nesta ocasião vários brasileiros foram convidados a iniciarem na maçonaria que também propagava os ideais iluministas.

De acordo com (DA SILVA, 2003) os irmãos Manuel da Arruda Câmara, médico e cientista e Francisco de Arruda Câmara, foram iniciados em Montpelier, na França, e lá se abeberaram do conhecimento intelectual e das luzes da liberdade.

Ao retornar para o Brasil encontraram os irmãos: Francisco de Paula Cavalcanti de Albuquerque, Luis Francisco Cavalcanti de Albuquerque e os padres Antonio Felix Velho Cardoso, José Pereira Tinoco, Antônio de Albuquerque Montenegro e João Ribeiro Pessoa fundaram a Areópago de Itambé que com características de Loja Maçônica não é considerada uma Loja Maçônica Formal, conforme (ISMAIL, 2011):
Apesar de muitos escritores maçons assim desejarem, a “Areópago de Itambé” não era uma Loja Maçônica. No século XVIII existiam centenas de instituições criadas aos moldes da Maçonaria, usando símbolos iguais e similares, e até dividindo os graus em Aprendiz, Companheiro e Mestre como na Maçonaria. Era uma verdadeira “coqueluche” de Ordens, Clubes e Associações, e era muito comum os homens livres serem membros de duas ou mais dessas diferentes instituições, até mesmo no Brasil. Um exemplo disso é o “Apostolado”, da qual José Bonifácio, Gonçalves Ledo e D. Pedro I também faziam parte. Ser inspirada na Maçonaria não é o mesmo do que ser Loja Maçônica.

Segundo ARÃO (1926 apud ISMAIL 2017) “os maçons Domingos Vidal Barbosa, natural de Minas Gerais e os fluminenses José Mariano Leal e José Joaquim Maia”, estudantes de medicina de Montpelier, seguiram o compromisso de trabalhar na regeneração política do Brasil, firmado em numa conferência na Universidade de Coimbra. Outro maçom que merece destaque é o Antônio Carlos de Andrada, líder da revolução Pernambucana, em 1817. Apontaremos maçons brasileiros que formaram as tres Lojas “Comércio e Artes”, “Esperança de Niterói” e “União e Tranquilidade” que deram origem ao Grande Oriente do Brasil em 1822, de acordo com registro no Livro História do Grande Oriente do Brasil:(Castelani e Carvalho 2009):

Albino dos Santos Pereira, Antonio Correa Picanço, Antonio dos Santos Cruz, Antonio José da Lança, Antonio José de Sousa, Belarmino Ricardo de Siqueira, cônego Belchior Pinheiro de Oliveira, cônego Januário da Cunha Barbosa, Cypriano Lerico, Domingos Alves Branco Muniz Barreto, Domingos Alves Pinto, Domingos Freitas, Domingos Ribeiro Guimarães Peixoto, Eusébio José da Cunha, Fernando José de Mello, Francisco Antonio Leite, Francisco Antonio Rosa, Francisco Bibiano de Castro, Francisco da Silva Leite, Francisco das ChagasRibeiro, Francisco de Paula Vasconcellos, Francisco José dos Reis Alpoim, Francisco Júlio Xavier, Francisco Mendes Ribeiro, Francisco Xavier Ferreira, frei Carlos das Mercês, frei Francisco de Santa Tereza de Jesus Sampaio, Guilherme Cipriano Ribeiro, Guilherme Thompson, Hércules Octaviano Muzi, Ignácio Joaquim de Albuquerque, Ignácio José de Araújo,Inocêncio de Accioly Vasconcellos, João Antonio Maduro, João Antonio Pereira, João Bernardo de Oliveira Barcellos, João da Costa e Silva, João da Silva Feijó, João da Silva Lomba, João Fernandes Thomaz, João Francisco Nunes, João José Dias Camargo, João José Vahia, João Luiz Ferreira Drummond, João Mendes Viana, João Militar Henriques, João Pedro de Araújo Saldanha, João Ribeiro de Castro Braga, Joaquim de Gouveia, Joaquim Ferreira Franco, Joaquim Gonçalves Ledo, Joaquim José Ribeiro de Barros, Joaquim Nunes de Carvalho, Joaquim Valério Tavares, José Bonifácio de Andrada e Silva, José Cardoso Netto, José Clemente Pereira, José da Cruz Ferreira, José da Cunha Santos, José de Almeida Saldanha, José de Souza Teixeira, José Domingos de Athayde Moncorvo, José Ewbanch, José Ignácio Albernaz, José Joaquim de Gouveia, José Joaquim dos Santos Lobo, José Joaquim dos Santos, José Manoel Pinto Lobato, José Mariada Silva Bittencourt, José Rodrigues Gonçalves Valle, Luiz Cyriaco, Luiz Manoel de Azevedo, Luiz Pereira da Nóbrega de Sousa Cominho, Luiz Pereira da Silva, Manoel Carneiro de Campos, Manoel da Fonseca Lima e Silva, Manoel dos Santos Portugal, Manoel Gaspar Moreira, Manoel Ignácio Pires Camargo, Manoel Joaquim Correa da Silva, Manoel Joaquim de Menezes, Manoel Joaquim de Oliveira Alves, Manoel José da Silva Sousa, Manoel José de Oliveira, Manoel Pinto Ribeiro Pereira de Sampaio, Miguel de Macedo, padre João José Rodrigues de Carvalho, padre Manoel Telles Ferreira Pitta, Pedro José da Costa Barros, Pedro Ursini Grimaldi, Ricardo Alves Villela, Samuel Wook, Thomaz José Tinoco de Almeida, Thomaz Soares de Araújo.

Dentre estes maçons, chamamos a atenção para os seguintes nomes que compunham o corpo clerical da Igreja Católica: Cônego Januário da Cunha Barbosa, Frei Carlos das Mercês, Frei Francisco de Santa Tereza de Jesus Sampaio, Padre João José Rodrigues de Carvalho e Padre Manoel Telles Ferreira Pitta.

Desde o século XVIII encontram-se registros de vários maçons dispersos iniciados no exterior, porém com as perseguições da época, certamente não fundaram Lojas ou não mantiveram registros dos maçons e funcionamento.

LOJAS MAÇÔNICAS ANTES DE 1822

Percebe-se a quantidade de maçons que existiam no Brasil, e sem dúvida alguma fundaram várias lojas antes de 1822. A maçonaria brasileira, no aspecto de Loja, começou a tomar forma com a fundação do Areópago de Itambé no ano de 1796, tendo como precursores o maçom Manuel de Arruda Câmara, que utilizava o nome de Frei Manuel do Coração de Jesus e iniciado em Montpelier na França e desenvolveu atividades na Europa acompanhado de José Bonifácio de Andrada e Silva. O funcionamento da Areópago funcionava sob o aspecto do sigilo, semelhante a oficina no qual foi iniciado e contava no seu quadro com maçons e não maçons. Por isso ser confundida com uma Loja Maçônica.

O registro da primeira Loja Maçônica, foi em 1797 e denominava-se Loja Cavaleiros da Luz, de acordo com (CARVALHO):

Com os dados hoje disponíveis, a primeira referência a uma Loja maçônica brasileira que se tem notícia teria sido em águas territoriais da Bahia, em 1797, em uma fragata francesa La Preneuse, denominada Cavaleiros da Luz, sendo pouco tempo depois transferida para a Barra, um bairro de Salvador. Contudo, a primeira Loja regular do Brasil foi a Reunião, fundada em 1801, no Rio de Janeiro, filiada ao Oriente da Ilha de França (Ille de France), antigo nome da Ilha Maurício, à época possessão francesa e hoje britânica.

Sob o aspecto de Loja regular temos o seguinte registro: “A primeira Loja regular do Brasil foi a Loja Reunião, fundada em 1801, no Rio de Janeiro, filiada ao Oriente da Ilha de França (Ille de France), antigo nome da Ilha Maurício, à época possessão francesa e hoje britânica.” (CARVALHO).

Foram criadas as Lojas Constância e Filantropia, que passaram a funcionar no Rio de Janeiro. Passaram, acompanhadas da Loja Reunião, a acolher maçons regulares e irregulares, iniciando e levando-os ao grau de Mestre.

Apesar de controvérsias a exigir maiores pesquisas nesta área, essas foram as primeiras Lojas oficiais e consideradas regulares, pois já existiam, anteriormente, agrupamentos secretos, em moldes mais ou menos maçônicos, funcionando mais como clubes, ou academias, mas que não eram Lojas na acepção da palavra. (CARVALHO).

Várias Lojas Maçônicas foram fundadas e adormecidas no Brasil antes de 1822, muitas delas com registros e outras não. Percebe-se a instabilidade política e liberdade cerceada para promoção da fraternidade maçônica naquela época. De acordo com a lista das principais Lojas fundadas no Brasil (CASTELLANI e CARVALHO 2009):

Resumindo: os primeiros tempos da Maçonaria brasileira, até a fundação do Grande Oriente, seguem, aproximadamente - já que a época é nebulosa, do ponto de vista documental-, a seguinte cronologia dos principais fatos:

1796 - Fundação, em Pemambuco, do "Areópago de ltambé", que não era uma verdadeira Loja, pois, embora criado sob inspiração maçônicas não era totalmente composto por maçons;
1797 - Fundação da Loja "Cavaleiros da Luz", na povoação da Barra, Bahia;
1800 - Criação, em Niterói, da Loja "União";
1801 - Instalação da Loja "Reunião", sucessora da "União";
1802 - Criação, na Bahia, da Loja "Virtude e Razão";
1804 - Fundação das Lojas "Constância" e "Filantropia";
1806 - Fechamento, pela ação do conde dos Arcos, das Lojas "Constância" e "Filantropia";
1807 - Criação da Loja "Virtude e Razão Restaurada", sucessora da "Virtude e Razão";
1809 - Fundação, em Pemambuco, da Loja "Regeneração";
1812 - Fundação da Loja "Distintiva", em S. Gonçalo da Praia Grande (Niterói);
1813 - Instalação, na Bahia, da Loja "União";
1813 - Fundação de uma Obediência efêmera e sem suporte legal - que alguns consideram como o primeiro Grande Oriente Brasileiro - constituída por três Lojas da Bahia e uma do Rio de Janeiro;
1815 - Fundação, no Rio de Janeiro, da Loja "Comércio e Artes";
1818 - Expedição do Alvará de 30 de março, proibindo o funcionamento das sociedades secretas, o que provocou a suspensão - pelo menos aparentemente - dos trabalhos maçônicos;
1821 - Reinstalação da Loja "Comércio e Artes", no Rio de Janeiro;
1822 - 17 de junho: fundação do GRANDE ORIENTE.

CONCLUSÃO
Os primeiros maçons brasileiros foram: Manuel da Arruda Câmara que utilizava o nome de Frei Manuel do Coração de Jesus, médico e cientista, Francisco de Arruda Câmara, Domingos Vidal Barbosa, natural de Minas Gerais e os fluminenses José Mariano Leal e José Joaquim Maia, José Bonifácio de Andrada e Silva que foram iniciados em Montpelier, na França. Maçons que merecem destaque Antônio Carlos de Andrada e Joaquim Gonçalves Ledo.

Fica evidenciado que o Areópago de Itambé, fundada em 1796 no estado de Pernambuco, foi uma sociedade com funcionamento nos moldes de uma oficina maçônica e podemos dizer que uma incubadora dos ideais de criação de Lojas Maçônicas Regulares.

O primeiro registro de uma Loja Maçônica no Brasil foi a Loja Cavaleiros da Luz, no ano de 1797, em uma fragata francesa La Preneuse e em seguida transferida para a Barra-BA.

A primeira Loja Maçônica Regular no Brasil foi a Loja Reunião, fundada em 1801 no Rio de Janeiro, filiada ao Oriente da Ilha de França.

Antes de 1822 existiam vários maçons brasileiros, iniciados no exterior ou no Brasil, que antecederam a fundação do Grande Oriente do Brasil. Os maçons brasileiros eram iniciados sob os ideais iluministas e passaram a exercer influência nos aspectos políticos daquela época. Ao se reunirem em Lojas, tornaram-se uma ameaça a situação política da época e ao mesmo tempo uma esperança de trabalhar em um novo destino para o País.


REFERENCIAS
—  Fotografia: : http://acidadeeahistoria.blogspot.com.br/2012/10/alem-dos-canaviais-de-itambe.html
— ALENCAR, Renato de - Enciclopédia histórica do mundo maçônico – Tomo II – Rio de Janeiro – Editora Maçônica, 1980.
— CARVALHO, William Almeida de - Pequena (?!) História da Maçonaria no Brasil – disponível em <https://bibliot3ca.wordpress.com/pequena-historia-da-maconaria-no-brasil-william-almeida-de-carvalho/ > acessedo em 28/03/2017
— CASTELLANI, José e CARVALHO, William Almeida de, - História do Grande Oriente do Brasil – São Paulo, Editora Madras, 2009.
— DA SILVA, Francisco Bonato Pereira – Pioneira no Brasil – Recife – Revista Engenho e Arte nr 12 – 2003.
— ISMAIL, Kennyo – História da Maçonaria no Brasil: Origens, Consolidação e Evolução ao Momento Atual – Brasília – Ed. Unyleya - 2017
— ISMAIL, Kennyo – A verdadeira história dos primórdios da maçonaria no Brasil – 28/11/2011 – disponível em <http://www.noesquadro.com.br/2011/11/verdadeira-historia-dos-primordios-da.html> Acessado em 28/03/2017.
— ROCHA, Luiz Gonzaga - Ciência, Artes e Literatura Maçônica – Brasília, Curso de Pós-Graduação Lato Sensu em História da Maçonaria – UnyLeya, 2016.

quarta-feira, 1 de março de 2017

Seria a Maçonaria filha predileta do Iluminismo ou seria o Iluminismo broto predileto da Maçonaria? Ou nem uma coisa nem outra?

Por Arthur Feitosa Vieira Monteiro, 01/03/2017



O tema nos convida a uma séria reflexão entre a maçonaria e iluminismo, particularmente no Brasil, encontramos na maçonaria uma simbiose com o Iluminismo. A Maçonaria desperta a necessidade de aprofundamento nos estudos históricos de sua origem, por não existir um fundador nem data de fundação nem documentação histórica. O Iluminismo possui robusta documentação histórica que seu início data entre 1650-1700 e seu término entre 1790-1800. Temos registros dos filósofos contemporâneos como Spinosa, John Locke, Pierre Bayle e Isaac Newton.

MAÇONARIA

Inicialmente como associação de pedreiros livres, formadas por construtores oficiais na Europa para os Reis e para a da Igreja Católica Apostólica Romana. Com o progresso das associações de maçons operativos, houve uma aceitação de associados que não exerciam a profissão de pedreiros, Segundo o Prof. Kennyo Ismail:


A Carta de Bolonha é anterior em 142 anos ao “Poema Regius” (1390), 182 anos ao “Manuscrito de Cooke” (1430), 219 anos ao “Manuscrito de Estrasburgo” reconhecido no Congresso de Ratisbona de 1459 e autorizado pelo Imperador Maximiliano em 1488, e 59 anos ao “Preambolo Veneziano dei Taiapiera” (1307). Todos esses documentos maçônicos antigos não somente comprovam a existência da Maçonaria Operativa e sua evolução histórica, mas principalmente sua evolução social, incluindo a atenção especial de reis e o interesse crescente de intelectuais e nobres.
A Carta possui anexos. Entre eles, conserva-se uma “lista de matrícula” registrada em 1272, que contém 371 nomes de Mestres Maçons (Maestri Muratori), dos quais 2 eram escrivães públicos, outros 2 eram freis e 6 eram nobres. Essa é a prova histórica mais clara de que, em pleno século XIII, a transformação da Maçonaria de Operativa em Especulativa já estava iniciada. (ISMAIL, 2011)

Conforme destacado, a maçonaria dos antigos e livres passava a contar os aceitos, abrindo-se a influências externas ao mundo operativo. Os novos conceitos e ideias passavam a influenciar os assuntos da maçonaria e reforçava a ideia da construção moral.

Deu-se no início do século XVIII a estruturação da maçonaria moderna na Inglaterra, com grande participação de Jean Theophile Desaguliers, Doutor pela Universidade de Oxford e Grão-Mestre da Grande Loja da Inglaterra consolidou a maçonaria inglesa com mudanças que elevaram o nível intelectual e transformou-a na instituição que influenciaria a democracia em vários países.

A maçonaria passou a ser um abrigo aos nobres e pensadores e proporcionava discussões intelectuais e Luz aos maçons da época, induzindo-os a serem livres pensadores.

ILUMINISMO


A semente do Iluminismo foi plantada pelo discurso do orador Ramsay1 numa iniciação na Grande Loja da França no dia 21 de março de 1737 que expressava a ideia de uma República Democrática Universal compatível com o sentimento patriótico e a elaboração de uma Enciclopédia universal de todo o que existe de bom, grande e luminoso nas artes e na ciência.

O discurso de Ramsay repercutiu nos mais elevados meios científicos, artísticos e literários da França, gerando-se então a ideia da Concepção e criação da colossal obra Encyclopédie. (ALENCAR, 1980, p.300). Obra editada no século XVIII por Jean le Rond d’Alembert e Denis Diderot tratava os três ramos do conhecimento: “Memória/História”, “Razão/Filosofia” e “imaginação/Poesia”. A obra abrigava grandes pensadores iluministas como Voltaire, Rousseau e Montesquieu. Além de Le Breton, Daubenton, Jacourt, Holbach, Anne Turgot.

O principal objetivo da grande obra, com 35 volumes, era mudar a maneira como as pessoas pensavam, conforme Diderot. A obra desafiava dogmas da Igreja Católica Romana e compêndios que influenciaram a Revolução Industrial na Inglaterra.

A construção do conhecimento histórico-filosófico-poético do movimento iluminista na França era a busca da felicidade humana:

O principal objetivo dos filósofos (e pensadores) iluministas era a busca da felicidade humana. Rejeitavam a injustiça, a intolerância religiosa e os privilégios da nobreza. E, pela promessa de livrarem a humanidade das trevas e trazer a luz por meio do conhecimento, foram chamados de iluministas. Vale fazer, aqui, os princípios e postulados maçônicos identificados com os pensamentos e objetivos dos “filósofos” do Iluminismo. (ROCHA, 2016)

Imanuel Kant em 1784 na resposta do que seria o Iluminismo traz um dos maiores conceitos de que o Iluminismo seria a saída do homem da sua imaturidade.

Uma das principais finalidade da humanidade é o progresso da sociedade para o bem-estar e felicidade de todos. A maçonaria proporciona a Luz aos seus iniciados. Objetiva formar livres pensadores e que tenham coragem de buscar o progresso e causar mudanças na sociedade para o bem-estar e felicidade de todos. O movimento do Iluminismo rejeitava a injustiça, intolerância religiosa e os privilégios da nobreza. Ou seja, a busca do conhecimento com o objetivo do bem-estar e da felicidade humana.

A história da maçonaria desde a operativa até a especulativa tem como um dos pilares principais o culto a moral e construção do caráter. A doutrina maçônica influenciou ou apoiou grandes maçons a lançarem ideias que alicerçaram o movimento iluminista. Existe a possibilidade de maçons envolvidos com os ideais iluministas que espalharam-se por vários países tais como Alemanha, Escócia, Estados Unidos, França, Inglaterra e em Portugal.

A doutrina maçônica promove uma verdadeira simbiose com o movimento ilustrado e propõe-se que a maçonaria é a Cellula Mater do Iluminismo, fato que ainda não podemos confirmar.

NOTAS
1 O Cavaleiro André Miguel Ramsay, escocês de Ayr era filósofo, político, homem de vasta cultura, do partido stuartista, exilado em Paris por ser partidário de Jacob III ao trono de seu pai Jacob II, tinha sido investido como Cavalheiro da Ordem de São Lázaro pelo Regente Filipe de Orleans.

REFERENCIAS
— ALENCAR, Renato de - Enciclopédia histórica do mundo maçônico – Tomo II – Rio de Janeiro – Editora Maçônica, 1980.
— FERREIRA, João Vicente Hadich – Filosofia: serviço social II – São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2009.
— ISMAIL, Kennyo – O Documento mais antigo da maçonaria: A carta dfe Bolonha – Brasília – 2011 - Disponível em: <http://www.noesquadro.com.br/2011/01/o-documento-mais-antigo-da-maconaria.html> consultado em 15/02/2017.
— KANT, Mmanuel – Respondendo a pergunta: O que é Iluminismo - (Beantwortung der Frage: Was ist Aufklärung?) - Berlinische Monatsschrift, 1784 – Disponível em: <https://de.wikisource.org/wiki/Beantwortung_der_Frage:_Was_ist_Aufkl%C3%A4rung%3F> consultado em 17/02/2017.
— MANSUR NETO, Elias – O que você precisa saber sobre a maçonaria – 2 ed. - São Paulo: Universo dos Livros, 2009.
— REZENDE, Antonio – Curso de Filosofia: para professores e alunos dos cursos de segundo grau e de graduação – 13 ed – Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2005.
— ROCHA, Luiz Gonzaga - Ciência, Artes e Literatura Maçônica – Brasília, Curso de Pós-Graduação Lato Sensu em História da Maçonaria – UnyLeya, 2016.

Um maçom ilustre: Carlos Gomes.

Por Arthur Feitosa Vieira Monteiro, 31/01/2017

Antônio Carlos Gomes nasceu em Campinas-SP no dia 11 de julho de 1836, filho de Manuel José Gomes e de Fabiana Maria Jaquari Cardoso. Após o falecimento da sua mãe, seu pai que era diretor de uma banda de música na cidade formou uma banda com seus filhos, de onde vem os primeiros contatos do Carlos Gomes com a execução musica. Também conhecido pelo apelido de Nhô Tinoco e assim assinou várias de suas obras.
Carlos Gomes homenageado pelo Banco Central do Brasil

Na sua juventude compôs várias valsas, quadrilhas e polcas. Compôs a primeira Missa de São Sebastião repleta de misticismos. Apresentou vários concertos com seu pai e era um profundo admirador do compositor Verdi. Escreveu o Hino Acadêmico para a Faculdade de Direito.

Aproximação da corte imperial

Carlos Gomes participou da início do período romântico quando compôs várias óperas brasileiras e em português vide lista no anexo I, levando-as ao cenário internacional. Foi simpatizante das causas abolicionistas, recebendo o título de “Maestro da Abolição” pelo recém conhecido abolicionista brasileiro André Rebouças, deputado e conselheiro de D. Pedro II:

Carlos Gomes é muito mais. Mesmo fora do Brasil, a partir de 1864, ele participou e viveu os problemas sociais e políticos brasileiros. Embora não se deva confundir conscientização com engajamento. Monarquista convicto e declarado, grande admirador de D. Pedro II e da família imperial era, entretanto, a favor da causa abolicionista. Possuidor de um temperamento difícil, irascível, meticuloso, detalhista (que o digam suas cartas) era sensível, nobre, generoso. Jamais um mesquinho. (AGUIAR, p. 58).

 Figura retirada da página 59 da obra Considerações sobre Carlos Gomes (AGUIAR)

Iniciação Maçônica

Foi iniciado na ordem maçônica, juntamente com seu irmão José Pedro Santana Gomes, conforme ata no anexo II, a convite do maçom Américo de Campos, no dia 24 de junho de 1859 na Loja Amizade, fundada em 13 de maio de 1832, na cidade de Campinas – SP:

Foi por intermédio de Américo de Campos que Carlos Gomes foi iniciado na loja Amizade em 24 de junho de 1859. Carlos Gomes, recém-chegado à cidade de São Paulo para realizar um concerto, acompanhado de seu irmão José Pedro de Sant’anna Gomes e seu amigo Henrique Luís Levi, hospedou-se em república de estudantes da Academia de Direito, e logo conheceu Américo de Campos. Desta amizade surgiu a ideia de indicar Carlos Gomes para ser iniciado na loja Amizade, cuja iniciação foi registrada em Ata. (FRANCISCO, 2010)



Disponível em<http://www.lojamaestrocarlosgomes.org/carlos-gomes> consultado em 31/01/2017



No ano de 1861 Carlos Gomes apresentou no Teatro da Ópera Nacional a obra A Noite do Castelo. Em consequência do sucesso da cantata genuinamente nacional, o Imperador D. Pedro II o agraciou com a Imperial Ordem da Rosa, ordem honorífica criada pelo imperador D. Pedro I. Passados dois anos, Carlos Gomes apresenta a segunda ópera Joana de Flandres. Devido a competência e sucesso, Carlos Gomes foi convidado pela Academia imperial de Belas Artes para ir à Europa pagos pela Empresa de Ópera Lírica Nacional.

Na Europa recebeu o título de mestre, estabeleceu-se na cidade de Milão. A aceitação das suas óperas na Europa e Estados Unidos, se baseava em óperas tranquilas, de belíssima execução e cenários que envolviam indígenas brasileiros.

Em 1870, na ocasião do aniversário de Dom Pedro II, Carlos Gomes estréia no Teatro Lírico Provisório, na cidade do Rio de Janeiro. No início do ano de 1871 visita seu amado irmão José Pedro Santana Gomes, iniciados na ordem maçônica no mesmo dia. Em 18 de fevereiro despede-se do Imperador e segue para Europa. Em 1895 é operado para retirada de um tumor em sua língua e logo após viaja para o estado do Pará. Veio a falecer em 16 de setembro de 1896.

Carlos Gomes foi um exemplo de cidadão, discreto, não se envolveu diretamente nas contendas políticas. Propagou aos corações a sua arte, óperas, e a música que consta nas sete artes mais cultuadas pela maçonaria.

REFERENCIAS
- AGUIAR, L. - Considerações sobre Carlos Gomes - Textos do Brasil nº 12 - Música Erudita Brasileira – Disponível em <http://dc.itamaraty.gov.br/publicacoes/textos/portugues/revista12.pdf> acesso em 31/01/2017.
- FRANCISCO, Renata Ribeiro – AS SOCIEDADES ANTIESCRAVISTAS NA CIDADE DE SÃO PAULO (1850-1871) - Dissertação de Mestrado em História, UNESP, São Paulo, 2010.
- GALDEANO, Lucas Francisco – VENRÁVEL IRMÃO CARLOS GOMES: A grande presença na música clássica – O Malhete, informativo maçônico, ano VII, n. 80, 2015 - Disponível em <http://omalhete.blogspot.com.br/2015/11/ven-ir-carlos-gomes-grande-presenca.html#more> acessado em 31/01/2017.
- NOGUEIRA, Lenita W. M. - MÚSICA E POLÍTICA: O CASO DE CARLOS GOMES – Anais do XV Congresso ANPPOM, 2005